quinta-feira, 14 de abril de 2011

LEVA EMBORA

Se todo nó na garganta, toda erupção cutânea e todo coração partido merece um post, toma aí então, o seu post de merda. Guarda na gaveta, junto com minha vida. Ou então amassa e joga na sarjeta, junto com minha vida. É seu pra fazer o que quiser, junto com minha vida. E eu que cansei de tudo isso só te entrego na mão e advirto: cuida bem, que eu gosto muito.
E se estiver se perguntando se eu tenho o direito de estar aqui chorando no meio da madrugada, tenho sim. Eu faço o que eu quero e você tem tudo a ver com isso. Se me fazem jurar que eu vou ser feliz e depois pedem pra outra pessoa jurar que vai cuidar de mim, não deixar eu me aproximar de você, a culpa é sua sim. Engole. Leva embora porque eu não quero mais carregar. Toda essa mágoa sem fim, não é mais minha, é toda sua. Tira de perto de mim, junto com você.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Le mort

Eram 11 horas da noite de sexta-feira. Já tinha tido uma overdose de anti-alérgico. Já tinha reclamado da minha inabilidade de concentração e impossibilidade de ficar sentadinha enquanto o professor falava, mesmo que fossem coisas que me interessassem. Já tinha me entupido de comida não saudável. E agora anunciava minha urgente necessidade de esvaziar a bexiga urinária, que já reclamava seu entupimento também. Atravessava a rodovia em direção a mesma casa que muitas vezes me dirigira antes. Muitas pessoas vestindo batas feias e caras que lhes permitia chegar até determinado lugar, variando a cor da vestimenta até onde poderiam chegar de acordo com o tanto que a mesma lhes custara. E ali, naquele canteiro que divide a rodovia na direção de quem vai pra lá e na direção de quem vem pra cá, estava deitado, imóvel, inerte e urinado um homem. Botas, calça jeans amarrotada, suja e carcomida, camisa de propaganda de deputado, ou de supermercado, não sei (como se houvesse diferença). As pessoas passavam, de lá pra cá, pra lá e de cá como se nada notassem de diferente.

Como diabos o homem fora parar ali não se fazia ideia. Se estava vivo ou morto não se fazia ideia. A bexiga apertava e não se fazia ideia até quando aguentaria. Então fui cuidar das minhas urgências enquanto me perguntava como diabos o homem fora parar ali e sua condição de ser vivo ou de ex-ser vivo. Não é o tipo de coisa que se deixa de pensar rápido. Pelo menos pra mim. Não sei quanto as outras pessoas que naquele momento começavam a ver a dupla sertaneja com seus microfone falando coisas que não me fazem sentido no palco.

Voltei a beira da rodovia. Liguei pra polícia. "Emergência da polícia militar. Como posso ajudá-lo?" "Oi. Eu estou aqui em tal lugar e tem um homem deitado no canteiro do meio da rodovia, não sei se morto ou vivo." "A senhora consegue visualizar o cidadão?" "Consigo, mas não vejo se respira ou não." "A senhora poderia rtocar nele para ver se reage ao toque?" "Nem a pau. Tenho medo." "Óquei. Encaminharei uma viatura para o local. Se o cidadão se levantar, saia de perto e ligue novamente."
Oi? A senhora não entendeu que ele está no meio da rodovia? Se ele levanta ele morre! Isso se já não estiver morto.

Passaram 40 minutos. Nenhuma viatura apareceu. Eu de pé na beira da rodovia.
Liguei novamente. Dessa vez fui posta na espera. Tocava aquela valsa de caixinha de música, do tema de Love Story, mas parecia o fundo sonoro de Pac-Man. "Emergência da polícia militar. Como posso ajudá-lo?" "Oi. Eu liguei há meia hora porque tem um homem deitado no canteiro do meio da rodovia, não sei se morto ou vivo. Vocês falaram que mandariam uma viatura mas ainda não apareceu ninguém." "A senhora já tentou ligar para o Resgate no 193?" "Não" "A senhora poderia tentar?" "Oquei."
Oi? O senhor não entendeu que a responsabilidade está nas suas mãos?

Liguei pro 193. "Resgate. Como posso ajudá-lo?" "Oi. Eu liguei pra polícia porque tem um homem deitado no meio da rodovia eles pediram pra ligar aí. Eu estou em tal lugar. Faz mais de meia hora e ele ainda não se mexeu. Não sei se está respirando. Tem como vocês mandarem alguém?" "A senhora poderia tocar nele pra ver se reage ao toque?" "Não, eu não vou relar em ninguém que acho que está morto no meio da rodovia." "Senhora, no momento todas as ambulâncias estão ocupadas. Vou pedir o suporte do SAMU, deve estar aí dentro de alguns instantes."
Oi?

Depois de 10 minutos chega um policial rodoviário. Fala que estava atendendo um acidente na estrada para Oriente, mas que mandara o carro do guincho vir procurar a ocorrência. O carro de guincho que no caso passara duas vezes por nós mandando beijinho e chamando "Gostosa". O policial achou muito engraçado. Eu não achei graça nenhuma. Seu guarda, apelido carinhoso, apontou sua lanterna para o que chamava carinhosamente de cidadão e afirmou "É um bêbado, tá em coma alcóolico. Se aproximou. Apontou a lanterna muito muito potente na cara do homem. Gritou. Deu um cutucãozinho com o pé. Apontou a lanterna muito muito potente no tórax e nos informou. "Viu, tá respirando. É um bêbado mesmo." Entrou na viatura, pegou seu radinho e chamou a central pedindo por uma ambulância. Informado de que não tinha nenhuma disponível, gracejou "E caminhão de lixo, tem?" Ele achou muito engraçado. Eu não achei graça nenhuma. Perguntei se podia ir embora. Tinha receio de ter de prestar depoimento. Ele respondeu que claro, podia sim.

Fui embora quando o SAMU chegou. Ainda não sei como o homem bêbado conseguiu chegar ao meio da pista para entrar em coma alcóolico no canteiro. Ele no mínimo teve que atravessar um sentido de rodovia nesse estado e no mínimo pretendia atravessar mais três. Alguém me explica?

Tomei um sandei de caramelo da promoção mc donalds e fui fingir que nada tinha acontecido. Fui brincar de noite mariliense da depressão.

quinta-feira, 31 de março de 2011

monoassunto

(ou sobre a pessoa chata que tenho sido por isso ser mais chato que eu)

Me encontram no corredor e perguntam disso. Estou almoçando com alguém e falo disso. Durante a aula todos falam de outra coisa e eu cito exemplos disso. Antes de dormir estou refletindo sobre isso. Acordo no meio da madrugada e faço anotações sobre isso. Minha alergia ataca e eu logo suponho: deve ser por causa disso. As pessoas preocupadas me perguntam: nossa, o que é isso; e eu respondo: nossa, é por causa disso.

E isso tem me incomodado muito. Isso me faz duvidar do bom senso que eu sempre atribuí para humanidade. Isso me faz perguntar se é meu exagero ou isso é mesmo tão ruim como estou sentindo agora. E eu sinto que isso tomou conta de todos meus espaços. Isso se apossou propositadamente de tudo que me é mais querido e eu quero isso fora de mim, da minha vida e da minha casa o quanto antes.

Isso, por favor, crie vergonha na cara e desapareça daqui porque nada que eu já tivesse encontrado me deixou tão paranóica, tão monoassunto, tão cricri, tão mal-humorada, tão ressentida, tão impaciente, tão doente.

O pior é que esse espaço é meu, nem deveria estar pedindo isso. Não devia ter que inventar estratégias pra te deixar desconfortável e ir embora. Não devia ter que conversar sobre isso com mais ninguém. Não devia ficar alérgica. Não devia me atrasar pra aula porque preciso muito falar mais um pouco sobre isso, como se não bastasse o almoço, os corredores, as aulas e minhas horas de sono.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Não sei.

Olha minha cara.
Não sei se é
confusão ou certeza,
destino ou acaso,
sorte ou combinação
sono ou insônia.
Tão confusa eu, meu relógio biológico, meu coração que bate sozinho.

Faz tudo claro e eu me rendo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

À Sanidade Mental

com carinho



"é tudo emocional" me disse o médico mais maluco e desorganizado que já vi na minha vida. ele despejou suas teses e dissertações sobre a doença na mesa, mostrou as suas marcas, contou de quando a mãe morreu e ele teve o corpo coberto por elas, me perguntou da primeira vez que eu fiquei assim. Ocasião que eu obviamente lembrava pois estava a beira de um colapso nervoso. Outubro de 2009, no caso.

Assim é com a cara toda empipocada. Chama eczema crônico, é um tipo de dermatite atópica, ele me informou.

Eu lá, esperando que ele me dissesse você é alérgica a [insira aqui algo eliminável] e 'não coma mais sementes de uva' ou 'só use shampoo de carambola' ou melhor ainda 'não lave mais louça'. Mas não, ele disse 'é tudo emocional, é seu organismo reagindo à sua vida e você vai ter isso pra sempre.'
SOU ALÉRGICA A MIM ponto. Olha que interessante. Toda vez que estiver sob fortes emoções terei perebas em volta dos olhos. Super.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Vem 2011.

Tem ferida que nada resolve.
Pode escorrer lágrima, poema.
Pode criar sorriso, casa, poema.
Pode correr o mais rápido que puder.
Pode ocupar a cabeça.
Pode dormir até morrer.
Mas a ferida não cicatriza.

Obrigada 2011 por fazer voltar tudo que eu havia deixado pra trás. Por queimar minha lâmpada, por quebrar minha câmera, por me dar alergia. Que é que falta, hein 2011 pra você arrancar de mim? Vai tornar o lar que eu construí inabitável? Vai fazer as pessoas que eu gosto mentirem pra mim? Vai deixar todo mundo que eu amo em estado miserável? E no fim chacoalhar uma garrafa de vódega na minha frente e dizer: Vem, Iris, vem, que é que aqui que você pertence. Aqui onde nada é real, tudo é perda, tudo é insônia e tudo é derrota. Vem.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Qualquer besteira que me ajude a (ou atrapalhe) dormir

Daí eu folhei os dez dias que faltavam pra acabar a agenda, sentindo o cheiro do alcool do marcador que marcava palavras resignadas no papel.
O livro fechado do lado, marcador de páginas dividindo o livro entre ele inteiro e o último capítulo. Não gosto de acabar livro, fica sensação de vazio, de que quando acabar acaba a história, acaba a tensão, aflição, apego e comoção que ele carregou no resto inteiro.
Mas não era isso que eu queria dizer, nem eram as besteiras que coloquei dispersas na folha de fichário que usava no colégio, enquanto me recusava a ligar computador, ver hora, voltar pra vida real.
Nem sei o que era. Se soubesse acho que me sussurava baixinho depois de acabar o livro, apagar a luz; antes de dormir. Mas não sabendo o que dizer pra mim mesma, pra me confortar, comecei a escrever qualquer coisa que pudesse me dizer. Não sei o que dizer pra me fazer dormir.
Não me vou ler uma historinha, não vou ficar mexendo no cabelo esperando o sono vir, não vou cantarolar qualquer canção que me faça alegre (alegre não, que também é exagero, alegrinha). Não vou me fazer dormir, não preciso disso.
Mas você acordada também é um porre né Iris, dorme logo e cala a boca, por favor.
Mas já tá cedo, já é claro. Que merda Iris, não podia inventar pra você mesma que sono é sagrado, que insônia não é saudável, que começar livro as 4 da manhã não dá certo, que luz acesa a noite inteira e corpo inerte o dia inteiro não pode fazer nada bem.
Não, não podia.
Não consigo dormir, Iris, que que eu faço?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Princesa (de cantada de caminhoneiro mesmo)

Este texto é um elogio. E dialoga com este do Pedro, e este meu.

Lá pelas tantas desse ano, não sei se começo ou meio, meados então, a Fergo, empresa que fazia o transporte da minha casa para a minha casa perdeu a concessão da linha. Não sei detalhes, só boatos. Mas o fato é que não é mais a Fergo que me transporta, é a Princesa.
Desde então venho testemunhando várias diferenças. Nunca vi um motorista da Princesa ser xingado por um passageiro, tratado com impaciência pelo moço do guichê, ou proferir as frases "por favor, não reclame comigo, a culpa não é minha" ou "meu salário está atrasado". Nunca entrei num ônibus vomitado ou deparei com uma baratinha perambulando entre as poltronas. Nunca testemunhei atrasos, defeitos que impossibilitassem a continuação do percurso ou falhas na condução. Entre os outros passageiros, sequer ouvi uma só reclamação.
Todos esses detalhes que parecem básicos e óbvios para quem já esperou pelo ônibus lendo no verso da passagem os direitos do passageiro, na Fergo não eram. Não mesmo.

Então hoje aconteceu o motivo do meu elogio.
Na parada em Echaporã, tenho a impressão de que todos habitantes quiseram embarcar no mesmo ônibus. Se não foram todos pelo menos metade. E se não foi metade foi muita gente. Tanta gente que já não dava pra enxergar pelas janelas.
A primeira surpresa foi quando na segunda parada depois da rodoviária, o motorista parou no ponto em frente ao posto e disse a quem esperava. "Perdão, mas eu não tenho condições de deixar vocês subirem no ônibus. Já tem gente demais."
Digo, foi surpreendente pra quem já viu tanta gente dentro de um Fergo que desconhecidos já estavam sentando um no colo do outro, pra quem já ouviu mais de 30 pessoas sugerindo, vamos descer e empurrar, na tentativa de transpor os aclives.

A surpresa maior, emocionante mesmo, foi quando depois de alguns quilômetros rodados (2 páginas do meu livro, pra ser mais inexata) o motorista encostou o ônibus no acostamento e anunciou: "Quem está de pé pode descer e esperar um pouco que outro carro já está vindo"

Pasmem, minha nova empresa de ônibus respeita os indivíduos.

sábado, 6 de novembro de 2010

24 de agosto de 2002

Sexta série. Aula de biologia. Nem frio nem calor. Blusa do uniforme, calça jeans e colar de pentagrama. Meus coleguinhas de sala nunca gostaram muito de mim, e a recíproca é totalmente verdadeira. Sentada na 3a fileira, 2a coluna mais perto da porta, na 2a sala do corredor. Quando um menino, que eu particularmente detestava, sorrateiramente pegou minha agenda debaixo da carteira. -Fico puta com essas coisas.- Toca o sinal do intervalo. Grupinhos se formam. Eu pego um livro da mochila. Brumas de Avalon, acho. Um giz acerta minha cabeça. (daí eu fui pro Sírio Libânes para fazer uma tomografia e tirei 24h de descanso - há - brinks) Intempestivamente me levanto. Veio do mesmo lado que o menino anteriormente citado. Ando até o grupo e estapeio a cara dele. Ele devolve o tapa. Eu chuto sua canela. Ele devolve o chute. Eu empurro ele. Ele devolve o empurrão. Nesse ponto a escola inteira já assistia a cena pela janela gritando hey-hey-hey, todas as carteiras ao redor já estavam esparramadas pelo chão, meu fichário do Harry Potter já estava sob os escombros de carteiras e o inspetor já estava na porta pra nos levar até a diretoria.

Foi legal. Foi quando eu entendi o tal conceito de bullying. Virou amigo meu, me acompanhou de perto até a formatura do colegial. O bullying e o menino com quem troquei tapas.
Naquele mesmo ano fiz uma lista das pessoas de quem eu deveria me vingar -provando mais uma vez meu temperamento escorpiano.

sábado, 30 de outubro de 2010

duas 'etnografias'

Sábado fui numa festa de 15 anos. Segunda fui numa festa de 4 anos.

A de sábado, na verdade, nem era um aniversário. O dono da festa aniversariou seus 15 anos em dezembro do ano passado. Mas vinha preparando essa comemoração talvez desde aquela época. Um desses jovenzinhos que, embora não mantenham a mensalidade do colégio em dia, acham de extrema importância demonstrar ostentação a seus coleguinhas, oferecendo bebidas sofisticadas preparadas por bartenders musculosos à menores e chamando-os para a pista de dança, onde se quebram copos e esfregam corpos ao som dessas coisas que se toca hoje em dia, Lady Gaga suponho. Enquanto a família, reunida em volta da mesa de frios, observa enquanto as meninas, vestidas de maneira muito semelhante (não pude deixar de notar que a maioria pegou uma saia curta e puxou-a pra cima dos peitos passou a intitulá-la vestido) sobre saltos bastante altos, circulam explorando a fauna masculina fingindo-se de excessivamente alcoolizadas. E vice-versa (sobre meninos correndo, literalmente, em busca da fauna feminina).
Muito peculiares, os jovens de hoje.

A festinha de segunda acontecia na escolinha. O aniversariante era meu irmão. 10 crianças de 2 a 4 anos comiam salgadinhos (digo, davam uma mordida e retornavam a massa mastigada à bandeja), bebiam refrigerante (digo, derrubavam-o sobre a toalha de mesa), conversavam entre si e faziam fila pra subir no tobogã. Estas interagem com muito mais facilidade entre si e com os desconhecidos (eu, no caso) do que os jovens citados anteriormente. As meninas brincavam de fazer penteado e diziam que estavam se preparando para um casamento. Apontavam uma menina para ser a noiva, e outro menino para ser o noivo. O noivo escolhido dizia que não poderia se casar, porque seria dentista. Outro menino dizia que seria médico e pegava um chinelo, que serviria de bisturi e começa a simular um corte na barriga de uma menina deitada, enquanto dizia que estava fazendo um parto muito complicado, pois o bebê estava muito fundo. O tal obstreta, anteriormente, havia experimentando um a um o sapato de todas outras crianças, espalhados pelo cimento. Após cantar parabéns e comer os docinhos (digo, remexerem com o garfinho plástico no pedaço de bolo e devorarem os brigadeiros), foram todos de volta pra sala de aula, onde se espalharam deitados no colchão e no tapete para descansar de tamanha diversão. Os familiares do aniversariante, como é de praxe permaneceu sentada em meia-lua comentando sobre o calor que os acometia. Menos meu pai que puxou papo com as crianças e recolheu o lixo do chão, minha irmã que se manteve num canto, e minha mãe que estava ocupada servindo as crianças e posteriormente, escorregando no tobogã.
ps: na hora do parabéns, digo, no 'com quem será' a professora que estava guiando a brincadeira perguntou "quem vai casar com o Gregório?" e um dos meninos prontamente levantou a mão dizendo "eu, eu, eu!" a professora retrucou "não, você não pode" e ninguém mais queria casar com o Gregório. "melhor, né mãe?" a professora ironizou sorrindo para minha mãe.
Muito peculiares, as crianças de hoje.
Os adultos também, afinal de contas.