domingo, 21 de agosto de 2011

- Olha, eu tô de Amy.
- Você cheirou cocaína?
- Não.
- Então não tá. 

*todos observem o semblante de reprovação do rapaz a direita

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"A" tê pê emê das tê pê emês

sintoma 1: suas coisas não te bastam. sua carteira milenar está completamente rasgada, sua bolsa recosturada infinitamente está encardida pelas recorrentes derrubadas de café, seus sapatos não te entram, suas blusas são todas da mesma cor e te falta emergencialmente um esmalte daquela tonalidade que não existe (igual aquela fome da comida indefinida que não é nada que esteja ao seu alcance).

sintoma 2: você se irrita com suas faltas e decide sair para comprá-las, afinal, cartão de crédito foi inventado para isso, para mulheres com suas emergenciais necessidades de tê pê emê. eis que nenhuma loja tem aquilo que você quer, e se tem, não era exatamente aquilo. e aí você começa a se irritar porque não fabricam as coisas do jeito que você gosta, que você quer, que você precisa, arrrggg.

sintoma 3: você nota que sua irritação devem ser seus hormônios brincando de playground com as suas emoções e fica irritada consigo mesma por não conseguir controlar seus irritantes impulsos e passa a procurar possíveis remédios e distrações. comida pode funcionar, chocolate muito provavelmente também seja eficaz, passar o esmalte que não era exatamente aquele que você queria também ajuda (aqui partindo daquela teoria de que quando tudo está na merda, você deve fazer a unha para retomar as coisas nos devidos trilhos).

sintoma 4: seus remédios e distrações não funcionam porque agora você já percebeu que murphy está na sua cola, fazendo tudo para tornar sua existência um pouco mais complicada e/ou dificultosa. deve-se notar que isso é alucinação, e que a alucinação é o quarto sintoma e não a onipresença de murphy. é aí que você se resigna e tenta viver sua vida normalmente só para tentar provar que você é mais forte que seus próprios hormônios e seus sintomas acompanhantes.

sintoma 5: você é incapaz de seguir sua vida normalmente. os textos que você tem que ler são mais chatos que o normal. o professor fala mais abobrinha que o normal. seus colegas de classe são piores que o normal. a água do bebedouro está mais quente que o normal. o café está mais frio que o normal. o tempo demora mais para passar do que o normal. seu pé está mais inchado que o normal. o clima está mais inconstante que o normal. sua casa está mais suja que o normal. seu time está jogando pior do que o normal. os comentadores estão mais cricas que o normal.

sintoma 6: você nota, sempre da pior maneira possível, que está, você mesma, também mais chata que o normal e começa e se irritar consigo própria. eu, por exemplo fico falando repetidamente das coisas que me irritam e irritando as pessoas ao redor e reclamando incessantemente para pessoas que não tem nada a ver com os meus problemas imaginários. fico repetindo que quero ter a cabeça martelada até a morte por um dicionário de política do bobbio, porque é nele que resolvi resumir todos os problemas imaginários ou não de toda minha existência. é provável também que quando você notar que não existe mais ninguém para te ouvir reclamar você escreva um post muito longo de reclamações.

sintoma 7: finalmente, chegando ao ápice da sua irritação, chegando ao ponto da súplica pelo autoflagelamento, você resolve se animar ouvindo música, assistindo um filme, lendo um livro, fazendo seus trabalhos, sei lá, fazendo artesanato. é aí, que você começa a chorar, lembrando como foi idiota e inoportuna o dia inteiro e decidindo se trancar em casa, sem contato com o mundo exterior enquanto durar "A" tê pê emê das tê pê emês.

obs: toda tê pê emê é "A" tê pê emê das tê pê emês.

sábado, 6 de agosto de 2011

sim, eu penso em você o tempo todo desde a última vez que levantei da sua cama

domingo, 3 de julho de 2011

Mini diálogo online

Iris: Mãe, a minha torneira da cozinha não fecha.
Mãe: Chama um encanador.
Iris: Mas é domingo.
Mãe: [insira aqui a propaganda de um encanador 24 horas]
Iris: Mas tá passando jogo do Brasil.
Mãe: E daí?
Iris: Daí que eu prefiro acabar com a água do mundo do que com a alegria de domingo de um encanador.
Mãe: Menina tão criativa fazendo essas coisas, não acho graça não. Vai, vai, desliga essa merda.
Iris: O computador?
Mãe: Não, besta. A TV.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Oi.
Para que conste, eu estou na casa de um desconhecido, possivelmente psicopata, uma vez que ele afirnou estar na metade do plano.
São -5:46 e já estou há consideravelmente bastante tempo aqui sentada neste colchão e bebendo deste conhaque. O singelo rapaz que nos convidou a sua residência agora tem a lingua entranhada nas entranças dela e eu continuo aqui ouvindo Bob Dylan e Macy Gray e Fiona Apple. Ele não tinha conhecimento deste conteúdo em seu computador mas tinha.
E aqui continuamos, nós três no colchão. Eu escrevendo qualque coisa e eles se pegando ao meu lado.
Ela pergunta o que faço e eu respondo para voltar ao que fazia. Ela sugere "vamos embora" pela trocentésima vez. Não, me deixa em paz, que eu quero escrever. Há tanto tempo não escrevo assim, qualquer coisa que não seja ao som da música de desconhecidos e/ou sobre Cuba. Por mim ficava pra sempre aqui longe do meu objeto de pesquisa, longe do meu celular, longe da minha realidade, longe de qualqur outra coisa que possa existir. É só aqui e aqui é que eu gosto. Longe de tudo, perto só d mim e com muito alcóol e com teclado. Viva a internet. Viva a despensa. Viva o conhaque. Viva nossas semelhanças. Viva eu, viva tudo, viva o chico barrigudo.
Pai, não leia isso, e se ler desconsidere porque eu não estou me pegando com o desconhecido, é ela que está.
Beijo para todas.
Uma madrugada/manhã perfeita para todas e espero estar logo com meu celular, bêbada o suficiente para utilizá-lo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

FUGIO

Campanha pró-Iriscomdignidade
Ninguém deixa eu beber cerveja pq já to bebendo conhaque.
Ninguém deixa eu fazer pole dance.
Ninguém deixa eu pegar a pessoa mais Z da festa.
Ninguém deixa eu ligar bêbada pro D.

Tô começando a ficar com calor e com dor de cabeça.

Ninguém deixa eu tomar remédio que da última vez eu fiquei rolando no chão na virada cultural e achei que ia morrer.

All you need is love

Todo amor é eterno, se não é eterno não é amor.
Tão certo como toda vida merece ser vivida, todo amor merece ser amado.
E sim, o amor só te fode no rabo. Mas a vida também. Fazer o quê?
É, é verdade que nesse mundo só existe um bando de canalhas, mentirosos, covardes, tratantes, etc etc etc.
lembra um mês atrás que eu estava alertando para o perigo de estar cantando i walk the line? pois é, ainda tô no johnny cash, mas desta vez é com it ain't me babe. mas eu tô bem, pratico quase sempre yoga e não me rendo ao alcoolismo. por enquanto.

domingo, 5 de junho de 2011

Ideia de Felicidade

são várias páginas de word preenchidas por mim, ao som de strokes (under the cover of darkness - over and over again) com um livro bom do lado pra quando escrever cansar, uma caixa de bis e minha caneca do jack cheia de café (over and over again)

sábado, 4 de junho de 2011

Fico indignada...

Eu tinha um colega na época de escola que começava todas as redações com "Fico indignado...". Eu achava super divertido a indignação dele com a matança de focas, com o descaso com o aquecimento global, com a Carla Bruni ir na festa sem calcinha, com qualquer outra coisa que estivesse bem distante e para a qual a indignação dele não fosse fazer a menor diferença.
Eu fico indignada com um monte de coisa também. Tanta coisa errada acontecendo e eu tenho tão pouco pra fazer. O que eu posso, eu faço. O que eu não posso, eu tento. Se não tento, xingo no tuíter. Mas o que eu fico mesmo mesmo mesmo indignada é quando é alguém que eu conheço fazendo uma coisa escrota. Dá vontade de ir pessoalmente tocar a campainha da casa da pessoa e puxar a orelha, literalmente. Ou ligar na casa e falar "que papelão, meu filho, que papelão". 
Tem gente que é muito natural que faça besteira. Você não pode mesmo esperar atitudes corretas de certas pessoas. Você não pode esperar que o Bush faça a coisa certa, ou que qualquer pessoa da família do menino que te xinga no emiesseeni faça algo aprovável. Mas tem gente que você nunca espera e faz umas atrocidades. Sabe, gente que frequenta sua casa, gente que vai no seu aniversário, gente que assiste futebol com você, desse tipo de gente você espera que seja decente. Mas não é. É quase que coração partido. 
Malditas desilusões político-pessoais tão constantes.

Enfim, ajudem aí a consertar cagada: